segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

#38 - O POEMA, Mario Quintana

Um poema como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

Sem comentários:

Enviar um comentário

#91 - HOMERO, Sophia de Mello Breyner Andresen

Escrever o poema como um boi lavra o campo Sem que tropece no metro o pensamento Sem que nada seja reduzido ou exilado Sem que nada separ...