Desmembrado, o corpo. Apenas um rosto,
a imobilidade larvar da carne
e o silêncio só excedido pelo livor
que, sobre as feições, vai baixando,
sem doçura, nem misericórida.
Cerrados, os lábios configuram
a nudez próxima da maxila.
O sangue é já pó na poeira gretada
e o riso claro dos deuses,
que a brisa ligeira arrasta,
dissolve-se na frágil memória
da erva. Pela noite dentro,
na pausa lenta que perdura,
insinuante, sílaba a sílaba,
pertinaz instala-se o canto.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
#96 - PERSISTÊNCIA, Rui Knopfli
Desmembrado, o corpo. Apenas um rosto, a imobilidade larvar da carne e o silêncio só excedido pelo livor que, sobre as feições, vai baixa...
-
A exaltação do mínimo, e o magnífico relâmpago do acontecimento mestre restituem-me à forma o meu resplendor. Um diminuto berço me rec...
-
Seco de inspiração, mas não de sentimento pelas tristezas que o comovem tanto para assunto de poemas, o medíocre poeta o seu estilet...
Sem comentários:
Enviar um comentário